“COM ESPÍRITO DE AVENTURA”

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Aproximando-se da conclusão do prefácio de O Legado do Profeta, Aurélio Ricardo Filho escreveu: “Um livro, como dito, para ser lido com espírito de aventura, mas com o olhar contemplativo de quem cavalgasse numa extensa e atraente planície, estando atento a cada imagem que surja à frente”.

Penetrar nesse universo extraordinário que a narrativa oferece é algo que, sem dúvida, demanda que o leitor esteja imbuído desse “espírito de aventura” tão bem observado pelo ilustre prefaciador. A leitura é, em si, uma experiência espiritual por excelência, eis que nos transporta a mundos, situações e experiências normalmente estranhas ao ambiente em que nos encontramos. É uma viagem, mas uma viagem para dentro, em que o livro se torna o universo onde nos movemos e existimos.

E se o livro é de aventura, dentro dele estão os sobressaltos, os sustos, as novidades de cada parágrafo, cada página, cada capítulo. As personagens se tornam amigos ou inimigos do leitor, atraindo sua simpatia ou antipatia, provocando sentimentos e emoções variados e intensos. E rimos, e choramos, e sonhamos, e vivemos intensamente a história.

Cada imprevisto que se desdobra diante de nossos olhos toma forma em nossa mente e nos impacta de alguma maneira. Ler é uma magia profunda e envolvente, e é por isso que Aurélio Ricardo Filho diz que também devemos ser contemplativos, observadores, conscientes do terreno em que pisamos.

A metáfora de cavalgar numa planície não poderia ser mais apropriada. É que, no caso de O Legado do Profeta, as longas cavalgadas se desenvolvem por planícies, desertos, pântanos e montanhas, cruzando rios e ladeando o mar. Entretanto, alerta o prefaciador que é preciso que se cavalgue nessa “extensa e atraente planície” com muita atenção, porque não é uma planície sem atrativos, porém, repleta de imagens que surgem diante do leitor a cada instante, irrompendo com toda a pujança e a beleza que somente um grande livro é capaz de revelar.

Está na hora de você realizar essa travessia! Junte-se ao Clã!

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