PROCESSO CRIATIVO (PARTE 1)

Quando se fala sobre escrita, é comum haver refrerência ao processo criativo. Mas, afinal, o que é processo criativo? Podemos começar a entender esse conjunto de elementos essenciais da escrita ao pensarmos que processo, nesse caso, é a maneira de se fazer algo, é um procedimento que adotamos para realizar determinada atividade. O processo pressupõe uma sequência de atos, ou seja, uma ação contínua em que os diversos atos possuem liame entre si, se desenvolvem dentro de certa regularidade.
E o que é “criativo”? Algo criativo é algo inovador. No contexto do nosso assunto, poderíamos dizer que é algo que se caracteriza pela imaginação, pela inventividade. Algo original. Assim, entendemos processo criativo como a atividade mental do escritor, lógica e peculiar, expressa por meio de procedimento que envolve uma sucessão de atos interligados entre si com a finalidade de criar, de inventar, de transformar e de apresentar uma realidade própria a fim de informar, ensinar, motivar, emocionar, divertir e transformar o outro (no caso, o leitor).
Sucintamente, para o que nos interessa discutir aqui, poderíamos dizer que processo criativo é o método que o escritor utiliza para escrever os seus textos, suas histórias, seus poemas. É seu modo próprio de escrever, que tanto pode ser — parcialmente — copiado de alguém ou inventado pelo próprio autor, é o jeito próprio que cada um tem de criar sua escrita, desenvolver sua atividade artístico-literária. Em suma, é o conjunto de ideias e ações desenvolvidas pelo escritor para viabilizar seu texto literário.
O que estaria, então, como elementos constituintes do processo criativo? O que faz parte desse processo? Evidentemente, entre um autor e outro, podemos encontrar variações, peculiaridades, embora, grosso modo, alguns elementos específicos possam ser identificados de modo geral, e vamos mencionar alguns deles a fim de que possamos compreender melhor esse ilustre “personagem” da escrita que denominamos de Processo Criativo.
Existe uma crença — e não iremos discutir aqui se é verdadeira ou falsa — de que, para escrever, é essencial se ter inspiração. Entretanto, embora a inspiração seja um elemento importante na escrita, só ela não basta. Acreditamos que o ato de escrever não se realiza sem considerável dose de “transpiração”, ou seja, sem o exercício mental e físico de escrever. Ninguém escreve só com inspiração. É preciso pôr a mente para trabalhar, transformar a ideia em mensagem, o pensamento em palavra.
O escritor que ancora sua escrita preferencialmente na inspiração está optando por um método de escrita talvez mais confortável, e escolhendo um processo criativo que lhe seja mais agradável, a partir de suas características e de sua opção de escrever. Há outros, porém, que privilegiam a transpiração, escrevendo e reescrevendo, burilando, lapidando, aparando, construindo e reconstruindo, o que é, também, uma escolha feita a partir de suas características e que representam uma opção de sua construção literária.
Fato é que a conjugação desses dois elementos basilares — inspiração e transpiração — sejam eles equilibrados ou com prevalência de um sobre o outro, compõem esse edifício a que chamamos processo criativo e, repetimos, é individual e único de cada escritor(a), apesar de eventuais semelhanças entre um e outro.
Para que o texto não fique excessivamente longo, continuaremos na próxima postagem.
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