SOMOS TODOS IGUAIS

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Na introdução de O Legado do Profeta, escrevi: “a grande mensagem é que todos somos iguais, não importa as nossas diferenças. Somos todos humanos e é assim, conscientes da força e da fraqueza de nossa própria humanidade, que devemos prosseguir, avançar, persistir na busca dos nossos objetivos”.

Embora esteja correto quem ler este texto sob o ponto de vista individual, já que cada pessoa deve, sim, atentar para a igualdade fundamental entre os membros da humanidade e entender que as diferenças pontuais que caractarizam cada ser humano não significam a perda da igualdade essencial que nos liga uns aos outros; e que cada homem e mulher precisa ter consciência de que nenhum de nós é perfeito, porém, a despeito das limitações individuais, é imperativo sonhar e trabalhar incessantemente para a realização dos sonhos e a conquista dos objetivos pessoais, a intenção primeira, no texto, é coletiva.

A trilogia A Honra do Clã é inteiramente atravessada por uma concepção de humanidade que se revela na diversidade. As diferenças de raça, cor, tradições, crenças e costumes, além de, eventualmente, outras, apesar de, a todo momento, influenciarem uma visão exclusivista e separatista por parte de alguns elementos que constroem a narrativa, está constantemente apontando para a unicidade desejada por outra parcela, no conflito de visões de mundo, de perspectivas de sociedade que se desenrola de maneira intensa e dinâmica no decorrer da trilogia.

É necessário que sejamos capazes de desenvolver uma visão mais ampla, mais aberta, mais sincera a respeito desse tema. Assim como os indivíduos que as formam, as sociedades também não são perfeitas. As questões que afetam este ou aquele povo não são isoladas nem estanques, porque no universo relacional da humanidade todos somos afetados, em maior ou menor grau, pelo que acontece com o outro.

Todas as sociedades aspiram atingir um nível de desenvolvimento que lhes permita prosseguir a jornada em excelentes condições sociais, políticas, econômicas, enfim, experimentando um estado de bem-estar crescente, abrangente, permanente e seguro. Precisamos, entretanto, estar conscientes de que, nessa equação, o equilíbrio é o ponto fundamental. Uma sociedade não estará plenamente segura enquanto todas não estiverem no mesmo patamar de desenvolvimento equilibrado. Como dissemos acima, embora de forma desigual, os riscos afetam a todos.

Por isso, é valiosa a mensagem que se encontra gravada em A Honra do Clã: somos todos iguais, embora alguns de nós não compreendam ou, simplesmente, se recusem a admitir esta verdade. Acho que vale a reflexão!

Junte-se ao Clã!

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