JUNTE-SE AO CLÃ

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Aristóteles dizia que “é evidente que o homem é um animal mais político do que as abelhas ou qualquer outro ser gregário” (Coleção Os Pensadores – Aristóteles. Ed. Nova Cultural Ltda: 2000). E afirma, também, que o indivíduo só é autossuficiente quando se relaciona com os demais. É interessante pensar na ligação que há entre a natureza gregária do ser humano e sua autossuficiência. Considerando que as palavras do sábio grego possam ser aplicadas a um contexto mais amplo, vamos examiná-las sob o aspecto de uma “contação” de histórias.

Tomemos, portanto, aqui, a narrativa ficcional, especificamente de aventura e fantasia, em que são apresentados personagens extraordinários e a ambientação é variada e imaginativa. Certamente, a literatura é pródiga em nos apresentar personagens que compartilham suas aventuras entre si, sendo raro (se é que existe) o personagem que atravessa todas as páginas de uma aventura completamente só.

Na trilogia A Honra do Clã o leitor se depara, desde o Livro Um — O Legado do Profeta — com uma miríade de personagens, que convivem, ajudam-se ou combatem entre si, lutam juntos contra inimigos comuns e estão a todo o momento balançando em uma corda bamba de convivência e disputas que elevam o suspense da narrativa por todos os três livros.

A Honra do Clã é um livro que conta uma história sui generis, apresentando personagens bem elaborados e definidos no contexto da narrativa, cuja representatividade da natureza humana é, sem dúvida alguma, interessante e perspicaz. Os diálogos profundamente ricos que se sucedem, o amplo espectro dos temas abordados no decorrer da grande aventura são, o tempo inteiro, um agradável convite à reflexão e à discussão inteligente. Podemos nos perguntar: o que todos nós desejamos? Por que as sociedades se organizam deste ou daquele modo? Para que serve (ou para que deveria servir) o exercício do poder político? Existe diferença de gênero que justifique que a mulher seja subalternizada na maioria das sociedades? Há razão para o machismo? Que razões poderia haver? E o Direito? Quais as nuances mais evidentes da relação entre Direito e Justiça?

Muitas outras questões fundamentais para a sociedade contemporânea são levantadas, discutidas ou simplesmente trazidas à tona para que o leitor reflita e elabore ou aperfeiçoe sua compreensão sobre o tema. O papel da religião nas sociedades, a questão crucial da fé, o meio ambiente, tudo vibra e salta aos sentidos na leitura da obra.

Voltando a Aristóteles, reconhecendo sua sabedoria, nos percebemos, então, gregários por natureza, buscando a autossuficiência que nos permita ocupar com segurança nosso lugar no mundo, conscientes de nosso valor, nossa importância e nossas qualidades. Aí entra a literatura como um magnífico espelho da vida (sendo parte indissociável dela), o que nos leva a estender-lhe um convite: acompanhe os Mazaunin nessa eletrizante aventura, trazendo seus sonhos, sua realidade, sua visão de mundo para esse universo que oferecemos nas páginas da trilogia. Para isso, apenas entre. A porta está aberta. Junte-se ao Clã!

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