É PRECISO SONHAR

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A Honra do Clã é uma história para nos fazer sonhar. O sonho é o motor da vida! Se não mantivermos viva nossa capacidade de sonhar, tudo estará perdido, não restará nada além do caos, do desespero e da destruição. Precisamos ser sonhadores! A literatura é uma fábrica de sonhos e por isso é tão importante para a humanidade. Por meio da literatura compartilhamos a vida, informamos, trocamos ideias, denunciamos os erros, propomos soluções, apontamos caminhos, revisitamos o passado, discutimos o presente, inventamos o futuro, mas, sobretudo, sonhamos. Bendito seja o livro!

A Honra do Clã é um diálogo com a esperança. O sonho se revela a cada página, cada frase, cada abordagem dos temas tão vastos que traz para o pensamento do leitor. É imperativo sonhar com um mundo em que as pessoas respeitam as árvores, os animais, os rios, as outras pessoas, não importa quão diferentes sejam ou o quão distantes, cultural e geograficamente, vivam umas das outras. Sonhar que pessoas que cultivam valores solidários e fraternos possam erguer a voz e defender suas ideias com independência e coragem.

A Honra do Clã introduz em nossa vida personagens grandiosos, alguns, porém, tão equivocados quanto grande parte de nós no que diz respeito à compreensão do sentido dessa grande e extraordinária jornada que chamamos vida! A leitura dessa obra profunda nos leva, invariavelmente, a pensarmos em nós, humanos, nesse momento tão peculiar da nossa História. O que estamos, de fato, fazendo aqui? Por que nos é permitido jornadear neste planeta exatamente neste tempo? A Honra do Clã desmistifica o acaso, propondo que a vida é resultado de escolhas individuais e coletivas e que a História se desenvolve num sistema de causas e consequências do qual todos nós somos responsáveis, em maior ou menor grau.

Quem são, de fato, os monstros que interferem em nossa viagem? Onde eles estão? Como eles se apresentam? Onde se escondem os perigos que tão frequentemente nos perseguem ou nos cercam? Como conviver no meio de tantas diferenças, como conciliar objetivos aparentemente tão antagônicos, como olhar para o outro? Estas e outras questões, tão relevantes para a convivência humana, estão lá, presentes, evidentes, desfilando perante nossos olhos e ocupando nossa mente enquanto a aventura se desenrola e a fantasia alimenta nosso sonho.

No Livro Três da trilogia — O Papiro do Profeta, que ainda não foi lançado — em um diálogo, um dos personagens afirma: “todos são importantes, matashi”. Se, realmente, todos são importantes, por que não estamos dispostos a aprender com todos? O que podemos aprender com o rigoroso código de honra dos guerreiros? A malícia e a pureza convivem lado a lado, tentando superar-se mutuamente, dominar as relações. Nessa disputa, nossos personagens lutam e sangram, aprendem e crescem, afundam e morrem. Enquanto isso, aqui fora, sonhamos com um mundo melhor, mais humano, mais digno, mais fraterno, enquanto avançamos dentro de uma realidade confusa, desigual, dolorosa. Por isso, talvez, em nenhuma outra época da História, tenhamos necessitado tanto de livros — de bons livros — como agora, quando a humanidade se desintegra e precisamos, desesperadamente, nos reconstruir!

Venha caminhar conosco! Junte-se ao Clã!

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